Punição mais severa: Projeto de lei prevê suspensão da CNH por dois anos para quem dirigir sob efeito de álcool
Por Redação Desacelera Manaus
Com informações do Portal do Trânsito
A combinação entre álcool e direção continua sendo uma das principais causas de tragédias evitáveis no trânsito brasileiro. Para combater a reincidência e reforçar o caráter educativo do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), avançam no Congresso Nacional propostas que visam endurecer as penalidades aplicadas a condutores flagrados dirigindo sob a influência de bebidas alcoólicas ou substâncias psicoativas.
Dentre as medidas em discussão, destaca-se a proposta de aumentar o período de suspensão do direito de dirigir — que atualmente é de 12 meses — para até dois anos (24 meses) para os infratores, além da exigência rigorosa de curso de reciclagem e exames para a readequação do condutor.
Tolerância zero e a necessidade de rigor
A legislação brasileira já adota o princípio de tolerância zero para a presença de álcool no sangue de condutores. No entanto, a persistência do comportamento de risco nas vias urbanas e rodovias demonstra que o sentimento de impunidade ainda impulsiona decisões irresponsáveis ao volante.
Especialistas em segurança viária destacam que o agravamento do tempo de suspensão da CNH cumpre um papel fundamental de prevenção geral. O objetivo não é apenas punir o bolso, mas retirar temporariamente de circulação quem coloca a coletividade em perigo, abrindo espaço para um processo efetivo de conscientização.
O impacto do álcool no organismo e no tráfego
Mesmo em pequenas quantidades, o consumo de álcool provoca alterações diretas nas faculdades mentais e motoras indispensáveis para a condução segura:
- Diminuição do tempo de resposta: Retarda a reação do motorista diante de uma frenagem brusca ou imprevisto na pista;
- Perda da percepção de perigo: Reduz a capacidade de avaliar riscos, favorecendo excesso de velocidade e ultrapassagens perigosas;
- Prejuízo na coordenação e visão: Altera a noção de distância, campo de visão lateral e precisão nos movimentos do veículo.
Responsabilidade coletiva pela vida
A endurecimento das leis é um passo institucional decisivo, mas a transformação real das ruas depende do engajamento de toda a sociedade. A escolha de não dirigir após consumir álcool deve ser entendida como um compromisso ético e de cidadania.
Garantir um trânsito seguro e pacífico exige decisões conscientes antes de dar a partida. Se beber, não dirija: passe a chave, utilize o transporte coletivo ou recorra a serviços de aplicativo. Desacelerar e escolher a responsabilidade é o único caminho para preservar a vida.